10 nov 2014 | por admin
10 de Novembro – Dia nacional de prevenção e combate à surdez

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Neste dia 10 de novembro, o país alerta a população sobre a importância das ações de combate e prevenção à surdez. De acordo com especialistas, até quando estamos dormindo nossos ouvidos estão em ação. A todo o momento os ouvidos recebem algum estímulo e poucos são os momentos em que há silêncio total para dar um descanso a eles. Aproveitando o Dia Nacional de Prevenção e Combate à surdez, é fundamental saber cuidar dos seus ouvidos.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), pelo menos 800 milhões de pessoas sofrem alguma perda auditiva no mundo. Algumas medidas de prevenção são essenciais para manter uma audição saudável. São elas:

1 – Respeite os intervalos de repouso sonoro quando a exposição a altos níveis de intensidade é constante;
2 – Use protetores auditivos quando recomendado, principalmente em locais de trabalho que causam risco à audição pela exposição a altos níveis de intensidade sonora;
3 – Objetos pontiagudos devem estar sempre afastados do ouvido;
4 – O cotonete deve ser usado para limpeza do excesso de cera na parte mais externa do ouvido e para secar a orelha. Jamais deve ser introduzido no canal;
5 – Evite a automedicação;
6 – Evitar a exposição prolongada a sons em forte intensidade.

Para isso, controle o volume do seu MP3, TV ou som do carro. Estudos indicam que cerca de 15% da população, com idade entre 20 e 69 anos, têm perda auditiva por exposição a sons altos ou ruído no trabalho ou em atividades de lazer. “É importante consultar o otorrinolaringologista se houver dor, desconforto ou perceber alguma alteração, para verificar se não há obstrução no ouvido e se há a necessidade de avaliação audiológica. Esta avaliação, que é feita pelo fonoaudiólogo, irá constatar se há ou não perda auditiva e o tipo de perda. O tratamento, de acordo com o caso, pode ser feito com medicação ou pode ser indicado o uso de uma prótese auditiva”, disse a fonoaudióloga Carla Baggio.

“E as pessoas que fazem natação devem ter um cuidado especial com o ouvido – o ideal. O contato freqüente com a água pode causar obstrução e infecção”, completou.

Deficiência

A surdez pode se desenvolver de diversas maneiras. Quando genética, pode ser detectada nos primeiros dias de vida e tratada com sucesso. O teste da orelhinha – um exame rápido e indolor – pode resgatar a audição em quase 100% dos casos, se realizado nos primeiros seis meses de vida.

Na terceira idade, mesmo com o envelhecimento natural dos órgãos, é possível conviver com a perda auditiva, buscando tratamentos para melhorar a qualidade de vida. O problema é mais perceptível após os 65 anos. “A surdez no idoso é um dos mais importantes fatores de desagregação social. De todas as privações sensoriais, a perda auditiva é a que produz efeito mais devastador no processo de comunicação do idoso”, orienta o otorrinolaringologista Oswaldo Laércio Cruz, coordenador da Campanha.

Prevenção

Atualmente, com os elevados níveis de poluição sonora, a cultura da prevenção e a redução de exposição do ouvido a riscos desnecessários são essenciais para manter a audição saudável. Entrando no seu terceiro ano, a Campanha Nacional da Saúde Auditiva (www.saudeauditiva.org.br), uma ação da Sociedade Brasileira de Otologia busca esclarecer a população sobre a perda auditiva, seu impacto na convivência social e novas alternativas para tratamentos. “Assim como há o envelhecimento da visão, com a idade, a pessoa também ouve menos. E, como é natural usarmos óculos para poder ampliar as imagens, também deveríamos usar os aparelhos de amplificação sonora [AAS], ou outros equipamentos para a audição, sem nenhum preconceito, como forma de minimizar os efeitos negativos da deficiência auditiva que tanto aflige as pessoas”, afirma o otorrinolaringologista Luiz Carlos Alves de Souza, presidente da Sociedade Brasileira de Otologia.

Implante coclear

Dentre as técnicas utilizadas para reverter os problemas de surdez existe o implante coclear. Trata-se de um dispositivo eletrônico colocado através de cirurgia no ouvido interno do paciente, que tem suas fibras nervosas estimuladas. Um outro dispositivo, externo, capta os sons através de um microfone e, após a interpretação da informação no cérebro, o paciente consegue detectar e saber a direção dos sons, além de ouvir barulhos.

Poluição Sonora

A poluição sonora é a terceira maior do planeta, só perde para água e o ar. Pode acarretar conseqüências severas à qualidade de vida da população, afetando a saúde do indivíduo e conturbando intensamente as relações sociais. Algumas pesquisas mostram que o ruído fora de controle constitui um dos agentes mais nocivos à saúde humana, causando perda da audição, zumbidos, distúrbios do labirinto, ansiedade, nervosismo, hipertensão arterial, gastrites, úlceras e impotência sexual. No Brasil, a poluição sonora já é considerada uma questão de saúde pública.

Uma pessoa não pode permanecer em um ambiente com atividade sonora de 85 decibéis por mais de oito horas. Esse tempo cai para quatro horas em lugares com 90 decibéis, duas horas em locais com 95 decibéis, e uma hora quando a intensidade chega a 100 decibéis.

Fonte: http://www.saudeauditiva.org.br/

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