12 jan 2015 | por admin
Fisioterapia ajuda pacientes com Alzheimer a desenvolver atividades diárias

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Ela contribui para deixar o indivíduo mais ativo e independente

Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que acomete, em grande parte dos casos, pessoas acima dos 60 anos. Entretanto, pode apresentar seus primeiros sintomas em pessoas na faixa etária dos 35 anos. Esse problema, causa o declínio das funções intelectuais, diminui a capacidade de trabalho e de relação social e ainda gera comprometimentos no comportamento e personalidade.

Diante disso, inicialmente, o paciente com Alzheimer passa a apresentar sintomas como perda de memória recente. Ou seja, esquece nomes de pessoas, locais em que guardou objetos, não consegue decorar números de telefone, guarda itens em locais diferentes como colocar o aparelho celular dentro da geladeira, etc. Nesta fase, o indivíduo pode até lembrar com exatidão fatos que aconteceram no seu passado ou na história, mas não consegue recordar de situações que aconteceram no seu dia.

Com a progressão da doença, o paciente passa a apresentar dificuldade na capacidade de aprender, exibe problemas de atenção, orientação e compreensão e também demonstra dificuldade com a propriedade da fala (problemas de linguagem). Pode ocorrer incontinência urinária e fecal e intensificação de comportamento inadequado. Dependendo do estágio da doença pode trazer prejuízo motor, que interfere na capacidade de locomoção, sendo preciso auxílio para caminhar.

Tratamento fisioterápico no paciente

A medicina tem encontrado maneiras de garantir uma qualidade de vida melhor aos pacientes de diferentes estágios do problema. Os tratamentos indicados podem ser divididos em farmacológico, que são realizados por meio de prescrições de substâncias e medicações para o tratamento da demência, e não farmacológico, atividades que estimulam a capacidade cognitiva, física e social.

Entre uma das indicações está a fisioterapia que traz benefícios tanto neurológicos como na melhora da coordenação, aumenta a força muscular, equilíbrio e flexibilidade do paciente. Diante disso, devolve ao indivíduo a capacidade de desenvolver suas atividades de vida diária (AVDs), como cuidados pessoais, higiene, alimentar-se, vestir-se, entre outros, de maneira mais precisa e com o menor tempo possível.

Sendo assim, na fisioterapia o indivíduo fica mais ativo e independente possível. Outras vantagens é que melhora a percepção sensorial e impede a evolução do declínio funcional. Aliás, diversos estudos apontam que a realização de atividades regulares como a fisioterapia faz com que a doença tenha uma evolução mais lenta.

De que forma a fisioterapia pode ajudar na Doença de Alzheimer?

Dentre todas as doenças que afetam o cérebro, o mal de Alzheimer, sem dúvida alguma é uma das mais cruéis, devido a se instalar lentamente e minar a capacidade do ser humano de se relacionar com a sociedade e consigo mesmo.

A doença de Alzheimer é a principal causa de demência em adultos com mais de 60 anos, sendo responsável por alterações de memória, comportamento e pensamento, sua fisiopatologia, apesar de pouco conhecida, se caracteriza pela morte gradual das células nervosas do cérebro (neurônios) levando a perda, por vezes irreparável da função cognitiva.

Para que vocês entendam melhor sua evolução clínica, é necessário falar sobre os três estágios desta doença, vamos a eles:

Estágio Inicial: incapacidade de aprender e reter informações novas, problemas de linguagem, labilidade de humor e, possivelmente, alterações de personalidade. Além disto, os pacientes podem apresentar dificuldade progressiva para desempenhar as atividades de vida diária, além de iniciar um processo de Irritabilidade, hostilidade e agitação podem ocorrer como resposta à perda de controle e de memória, entretanto este estágio pode não comprometer a sociabilidade.

Estágio Intermediário: neste estágio o paciente já perdeu todo senso de lugar e tempo e se torna completamente incapaz de aprender e lembrar de informações novas. Embora continuem a caminhar, estão em risco significativo de quedas ou acidentes secundários à confusão. Ressalto que neste estágio, o paciente irá precisar de assistência nas Atividades de vida diária (AVD’s). A desorganização comportamental ocorre na forma de perambulação, agitação, hostilidade, falta de cooperação ou agressividade física.

Estágio grave ou terminal: neste estágio há um risco iminente à pneumonia, necrose da pele por pressão e desnutrição, pois ficam incapazes de andar, totalmente incontinente e incapaz de desempenhar qualquer AVD. Muitas vezes a alimentação é realizada por sonda nasogastrica, devido ao fato de serem incapazes de deglutir.

Como que a fisioterapia pode auxiliar no processo de reabilitação deste paciente?

A resposta é simples, neste tipo de doença a fisioterapia irá habilitar o indivíduo comprometido funcionalmente, a novamente desempenhar suas AVDs, da melhor maneira e pelo menor tempo possível, com mais autonomia. Os principais aspectos da assistência são preventivos, elaborados para manter o indivíduo mais ativo e independente possível. No maior grau que for possível, a atividade deve ser encorajada para manter a força, ADM e estado de alerta.

Resumidamente os objetivos da fisioterapia são os seguintes:

– Diminuir a progressão e efeitos dos sintomas da doença,
– Evitar ou diminuir complicações e deformidades,
– Manter as capacidades funcionais do paciente (sistema cardiorrespiratório),
– Manter ou devolver a Amplitude de Movimento (ADM) funcional das articulações,
– Evitar contraturas e encurtamento musculares (imobilização no leito),
– Evitar a atrofia por desuso e fraqueza muscular,
– Incentivar e promover o funcionamento motor e mobilidade,
– Orientação sobre as posturas corretas,
– Treino do padrão da marcha,
– Trabalhar os padrões do funcionamento sistema respiratório (fala, respiração, expansão e mobilidade torácica),
– Auxiliar os familiares na compra e/ou adaptação dos mobiliários, bem como auxílio na iluminação da casa, tapetes e por aí vai, ajudando na prevenção de quedas,
– Manter ou recuperar a independência funcional nas atividades de vida diária.

Lembre-se, você deve ajudar somente no necessário, tudo que o paciente conseguir realizar sozinho, deixe fazê-lo, desta forma sua contribuição será efetiva na manutenção das Atividades de Vida diária!

Enfim, a fisioterapia contribui com a melhora da qualidade de vida do paciente e da família, auxilia a família e faz com que suas atividades de vida diária costumeiras, possam ser realizadas por mais tempo e com grande qualidade, à você familiar lembre-se a principal atitude a ser tomada é a companhia que este paciente precisa.

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