5 nov 2014 | por admin
Medicamentos genéricos avançam e representam 27% no mercado brasileiro
generico

Cientistas dos EUA constatam que esses medicamentos se consolidam porque são mais baratos e dão aos pacientes a sensação de estarem ingerindo a substância correta.

A embalagem tem uma larga faixa amarela e um “G” impresso em fonte maior para garantir ao consumidor que o medicamento comprado é genérico. De acordo a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), é vendido 1,1 bilhão de unidades desses remédios anualmente no país. E, após 15 anos do começo da política no Brasil, a tendência do mercado — que já representa 27,4% das vendas de alopáticos — é de crescimento. Novas pesquisas na área conduzidas por cientistas de países em que o uso de genéricos é ainda mais avançado chegam a conclusões surpreendentes e ajudam nesse sentido. Em alguns casos, o tratamento com eles é até mais efetivo que o feito com produtos de marca, indica estudos.

A comparação foi realizada com um grupo de medicamentos atuantes na redução do colesterol sanguíneo e, consequentemente, responsáveis pela redução de eventos cardiovasculares. As estatinas são um dos remédios mais prescritos nos Estados Unidos. Mas, assim como os vasodilatadores receitados cronicamente para a hipertensão, nem sempre são administradas pelos pacientes com o rigor exigido nas receitas médicas, impedindo que elas tenham o benefício integral do tratamento. A ideia dos pesquisadores da Escola de Medicina de Harvard era justamente investigar se o uso de genéricos poderia desempenhar algum papel diferenciado para a adesão das pessoas à terapia.

Foram recolhidos dados de prontuários médicos e registros farmacêuticos de 90 mil pacientes com 65 anos de idade ou mais, entre 2006 e 2008, sendo que a uma parcela deles foi receitada a estatina de marca e à outra, o genérico. Os cientistas acompanharam a adesão ao tratamento e os registros de hospitalização por síndrome coronariana aguda, acidente vascular cerebral e mortalidade. Na análise desses dados, descobriram que os pacientes que tomaram as estatinas genéricas eram mais prováveis a aderir ao tratamento prescrito do que aqueles com o terapêutico de marca. Possivelmente por esse motivo, tinham também uma taxa 8% menor de eventos cardiovasculares e óbito. Os resultados foram publicados na revista científica Annals of Internal Medicine.

Saiba mais acessando: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2014/11/05/interna_ciencia_saude,456043/medicamentos-genericos-avancam-e-representam-27-no-mercado-brasileiro.shtml

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